Noite de Núpcias - Côntoles
Eduardo e Mônica dormem abraçados, (cena freqüente há 5 anos) já é de manhã. Mônica acorda, esfregas os olhos ardentes de sono, olha para Eduardo e ele com um sorriso cafajeste diz:
- Bela noite, hein? faz pose de garanhão.
- Hum, maravilhosa… responde arranhando o peito dele.
- Será que depois do casamento vai ser todo dia assim?
- Todo dia, toda noite, toda madrugada…
A mãe de Mônica interrompe a cena gritando do lado de fora do quarto:
- Mônicaaaa! Vem tomar café!
Durante o café o telefone toca, Eduardo levanta derramando geléia do pão no chão e na camiseta amassada que dormiu com ele.
- Alô diz o futuro genro com ar de dono da casa da sogra Tio Genaro! Como vai o Senhor?
- Sei tio… prossegue o rapaz ouvindo o tio da moça.
A família, a mesa, fica observando e só ouvindo o rapaz ali em pé no telefone.
- Ahã…
- Sei…
- Não, não precisa se incomodar tio…
- Tá bem…
- Tá bem…
- Ahã…
- Tá bem tio, a gente agradece, é um belo presente. A gente nem tinha pensado nisso ainda. Obrigado tio. Tchau.
De volta a mesa ninguém pergunta nada e Eduardo nada fala também. Depois do café da manhã, os dois voltam para o quarto da moça e Eduardo dá a notícia. O tio dará para eles uma noite Nupcial no cinco estrelas Green Town Towers. Mônica, feliz da vida, pula no colo do rapaz que cai com ela na cama e já vai tirando a camisa. A porta já estava trancada. Foi mais uma tarde longa de amor como faziam com certta freqüência durante estes 5 anos de namoro…
- Mais uma tarde de loucuras. Diz ele com a mesma cara de cafajeste de sempre.
- É, mas agora o senhor vai para casa se preparar para amanhã, quando vai estar no altar daquela igreja esperando eu, sua noiva, entrar em sua vida para sempre.
No outro dia, o casamento corre normalmente, parentes, amigos, sims, aceites, arroz, risadas, festa e finalmente a noite de núpcias.
Eduardo sai do carro, tira Mônica do carro em seus braços, eufórico, entra no elevador acompanhado de um funcionário o hotel. No elevador, beijos calorosos e barulhentos. Eles saem do elevador se beijando, enquanto o funcionário abre a porta da suíte, Eduardo encosta-se na parede com a moça no colo e dá-lhe amasso.
Os dois entram no quarto, ele a joga na cama e dá-lhe amasso. e repente a moça para e olha para ele séria.
- O que foi? Diz ele preocupado.
- Sei lá… Não estou com vontade…
- Que bobagem, é nossa noite de núpcias.
Ela agarra ele pelo pescoço e dá-lhe amasso, deixando de lado a bobeira. E então agora ele pára.
- O que foi? Pergunta ela, como que respondendo.
- Eu tenho que admitir, também não estou com vontade…
O Eduardo fica lá de cueca na cama mudando de canal na TV a cabo e ela de calcinha e sutiã lendo o cardápio do hotel. Depois ele vai para o computador ver uns e-mails. Ela vai tomar uma ducha.
Os dois adormeceram desgrudados, mas próximos um do outro. A noite de sono foi bem aproveitada, há tempos não dormiam tanto durante a noite.