Friday, January 14, 2005

Qual a Origem? - Corônicas

Você já parou para pensar nas palavras que você fala em seu dia-a-dia? Com certeza, 90% das palavras que você fala, você não faz a mínima idéia de onde ela veio. Começamos com o sutil adjetivo: Lazarento! Você sabe de onde veio esta palavra? Na verdade você nunca parou para pensar nisto, o que você sabe é que sua vó odeia que você fale esta palavra. Uma das versões para Lazarento é que, Lazaro, personagem bíblico, sofria de lepra como um castigo, e por isso, todas as pessoas que mereciam ser comparadas com Lázaro, eram chamadas de, Lazarento! Tem leitor que nunca mais vai usar esta palavra agora…

Deixando o lazarento de lado, comecei a escrever hoje por causa da seguinte situação: sabe quando você combina que vai ajudar o seu tio na mudança, você é a única pessoa em que ele pode recorrer e na última hora você liga para ele e diz que não vai poder ajudar? (seja porque você vai no motel com sua noiva, ou qualquer outro motivo). O que seu tio diz?

“PÔ… VOCÊ VAI ME DEIXAR NA MÃO BEM AGORA?”.

É, seu tio vai dizer isto, mas e daí?

Daí que, você já pensou de onde vem esta frase?

“Vai me deixar na mão?”

 

CARACAS! Esta frase deve ser derivada daquela situação bem lazarenta: quando a mulher não está afim (com dor de cabeça na certa) e o marido ameaça satisfazer-se sozinho com sua companheira mão (o1o). Meu! To-do-mun-do usa esta expressão, que f#D@! E veja da onde vem… E o pior, não é só seu tio que usa esta frase, com certeza sua mãe já usou esta frase com você, quando você não pode ajudá-la em alguma tarefa (ajudá-la no bom sentido, é lógico, não pense estas coisas da sua mãe) ela sempre diz, “pô meu filho, vai me deixar sua mãe na mão bem agora?”. To-do-mun-do usa: sua mãe, sua vó, eu pai, você! Só que, agora, não vai sair contando pra todo mundo que você descobriu o verdadeiro significado desta expressão, porque senão, quando você esquecer e esta frase subitamente escapar de sua boca, a galera vai lembrar…

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Explosão Peidônica - Corônicas

CARACAS! Já é 2005. Feliz ano novo pessoal! Sejam Bem-vindos a mais um ano que se inicia. Espero que tenhamos um ano calminho, com muita leitura (tão culturais como esta que você vai ter agora) e divertimento.

Por falar em divertimento, esta deve ser uma das coisas mais relativas do mundo. D-I-V-E-R-T-I-M-E-N-T-O. Tem gente que gosta de novela… Eu acho um saco, não dá para assistir novela… Tem gente que gosta do Steven Segal, putz, o cara é muito ruim, não dá para assistir os filmes desse cara. Tem gente que não gosta de piada de padre, eu adoro piada de padre. Mas tudo bem, você gostando ou não, são divertimentos suportáveis. Tá bom, tá bom, novela é insuportável, tudo bem…

Pensei em um assunto que tivesse haver com a passagem de ano. E encontrei um polêmico. Foguetes. Quem gosta de foguete? EU ODEIO FOGUETE!!!! Como alguém pode se divertir com algo tão idiota? Não dá… EU ODEIO FOGUETE!!! Um baguete de papel que você acende, vira a cabeça para o lado fazendo careta, faz BUM, fica aquele cheiro desgraçado e o você sai sorrindo com cara de “Dãããrr, legal…”

Além de ser muitíssimo perigoso. Durante os dias que antecedem a virada de ano, são centenas de pessoas queimadas nos corredores dos hospitais. “Eu estava soltando foguete doutor, dãããrrr”. Eu não entendo como alguém pode queimar dinheiro assim… BUM!

Eu estava no ICQ com meu irmão estes dias e temos algumas alternativas para não acabar com a tradição dos estouros, mas acabar com o perigo do foguete. Porque não fazer o seguinte: É só soltar combinar direitinho e todo mundo solta um pumzão ao mesmo tempo! Todo mundo toma Coca-Cola na ceia, é menos perigoso tomar Coca-Cola e não custa nada soltar pum. É Grátis. E se o pum de alguém falhar, ninguém se machuca. Terá também o energético REDPUM. “Red Pum te dá gaseess…” E veja bem, a revolução para extinção do perigo dos foguetes 3 tiros canhão não para por aí, vamos colorir o pum! É isso mesmo. Põe vaga-lume na bunda? Na-na-ni-na-não. Põe purpurina, a Faber-Castell vai lançar o PUMPURINA! Um verdadeiro espetáculo. Imagina como isso facilita as coisas. As balsas de Rio de Janeiro cheias de bundão pra cima… Imagine Pum de três estouros. Ha! As crianças batendo a bunda no chão pra peidar igual estalo de salão! E catarata de pum?? como vamos fazer isso?? Com Lacto Purga, talvez Lexotan, quem sabe. As criancinhas do HSBC poderiam fazer espetáculo no ano novo também, imagina todo mundo olhando as bundinhas pra fora soltando pum com purpurina, fazendo a famosa cascata. – “Olha Beth, o meu menino é o da Purpurina rosa…” Em vez daqueles papelões redondos queimados jogados no chão dia 1º, teríamos as cuecas furadas. Isso seria um problema, poluição, sem contar no efeito estufa que as cidades sofreriam no dia 1º, os gases ainda pairando no ar, não deixando o sol passar pela densa camada escura. Fico muito feliz quando surgem idéias novas como esta para o avanço do mundo contemporâneo. Se duvidar, até coquetel de explosão peidômica iriam inventar.

Agradeço ao meu irmão Claudinei, por ter colaborado com a crônica desta semana. (esse solta uns que, deusolivre).

 

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