Sunday, February 27, 2005

Ciclo Viciado - Corônicas

Segura o tchan meu povo! Com um número Record de ex-dançarinas balançando as bundas ao mesmo tempo, o Tchan volta a esquentar em fevereiro a festa de ano novo do país do feijão com porco. Dizem por aí que o grupo tem uma ligação com um tal de George, de um lugar onde os estados dizem-se unidos (Ha!).

Dizem, eu disse dizem, que o dinheiro que financia o Tchan vêm da indústria bélica, é muita grana para manter cirurgias plásticas, silcones, couro de gato e cordas de cavaquinho para o grupo. Em conseqüência, a grana arrecadada é usada por George para manter o arsenal de armas nucleares atribuídas ao povo do oriente médio, que para se defender das acusações, usa (sem saber) armas compradas da indústria bélica do George, que usa a grana para segurar o Tchan.

E porquê o Tchan: Simple. O George põe o Tchan na TV, você fica assistindo embasbacado com as bundas pulando na sua frente e não vai se incomodar em saber o que está acontecendo. Entendeu alienado?

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Tuesday, February 22, 2005

O problema: as Balas - Côntoles

O problema dele eram as balas mastigáveis de morango.

Começou cedo. Quando criança, daria a vida por uma bala (até aí tudo bem, criança), mas na adolescência o problema perdurou, ninguém sabia de sua compulsão.

Casado, pai de 3 filhos, uma família que consome uma quantidade de balas normal, nada além da média mundial, não fosse ele, que comia balas clandestinamente sem entrar na estatística.

Nem pirulitos, nem chicletes, nem colheradas de açúcar, nem café melado, nada substituía.

Tinha fama de portador de problemas renais, ia demais ao banheiro, tolos, ninguém desconfiava o que ele fazia lá, comia 20 balas em 5 minutos, quantidade muito acima da média mundial.

Um dia quase foi desmascarado, a esposa achou no bolso do paletó um recibo do atacadista de doces, R$ 500,00 reais em balas, ela engoliu a história sem desconfiar, “premiação para o departamento”, só perguntou se era para o ano inteiro. Respondeu que sim, suava.

Lendo o jornal descobre uma pequena fábrica de balas mastigáveis a procura de um sócio. Foi aceito. Como um bom profissional de contabilidade se destaca e tem bom resultados como sócio.

Mas o temido acontece…

Em uma semana ele começa a roubar balas do setor de produção, começa com um pacote por dia, mas se descontrola… Em 2 meses a pequena fábrica vai a falência por causa das balas roubadas que deixam de serem vendidas.

Sua experiência na pequena fábrica lhe garante um ótimo cargo na contabilidade de uma multinacional de balas mastigáveis. E mesmo com 10 anos de mercado a multinacional vai a falência, motivo: perda de faturamento, as balas começaram a sumir misteriosamente.

Com o incontável número de balas a disposição e sua habilidade no roubo dos doces sua carreira toma um rumo negro e desconhecido pelas industrias, família e sociedade.

Seu currículo está cada dia melhor, ele é um ótimo contabilista.

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Wednesday, February 16, 2005

Ninguém Virava - Côntoles

Aquela manhã parecia mesmo sinistra. Céu cinza, sol pálido, nuvens desconfiadas. A chuva não veio, devia estar em depressão naquele dia.

Quando ele saiu na rua, a pé, nota na quadra da sua casa que nenhum carro vira a esquina, vão todos em linha reta, continuam pela mesma rua sem virar. Ele atravessa a faixa de pedestres com facilidade.

A cena se repete na segunda quadra, nenhum carro vira a esquina, abre o sinal e todos passam reto, continuam pela mesma rua. E assim acontece em todas as ruas.

Durante 5 dias e 6 noites nenhum carro virou sequer uma esquina naquela cidade, nas últimas noites ele tentava seguir os carros exaustivamente, corria e tentava ver para onde os carros iam, corria até perdê-los de vista e ninguém virava a esquina.

Todas as outras coisas continuavam normais naquela cidade e ninguém tinha notado que os carros não viravam a esquina.

Na última noite que ele observou os fatos, convenceu-se de que a partir daquele dia as coisas seriam assim, nenhum carro viraria mais nunca nenhuma esquina, todos seguiriam sempre em linha reta. Ele ficou feliz de ter aceitado os fatos e cruzou a rua no sentido de sua casa, naquele momento, um carro vira a esquina e ele morre atropelado.

É o fim desta história para ele.

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Monday, February 14, 2005

Fumantes. Humpf… - Corônicas

Pessoas, essa é uma reedição de um texto que escrevi em setembro de 2001 mas é muito interessante e atual. 

 

\\ Como sabemos, existem vários e vários tipos de fumantes. Fumantes de cigarro, de charuto, de cachimbo (sabores(?) que vão do pêssego ao morango), fumantes de maconha e de outras coisas que não vêm ao caso agora. Ou seja, como eu já disse, são vários e vários tipos de fumantes. Vamos nos restringir a fumantes de cigarro, para não rir tanto. Pois bem, cada fumante tem sua hora preferida para dar sua pitadinha. Tomando seu delicioso café da manhã, depois do almoço, junto com o cafezinho da tarde, antes de dormir, quando acorda no meio da noite, quando levanta cedinho, depois do sexo, quando rola um ‘estresses’ e tal. Todas as situações são acompanhadas de outros prazeres: comer, comer, tomar (café, claro), dormir e fazer sexo, com exceção do ‘estresses’, que não é prazer nem pra sado-masoquistas. Mas a mais intrigante de todas é, CARACAS! FUMAR ENQUANTO DEFECA. Desculpa aí, mas foi a expressão mais light que eu encontrei. Meu, esta é a campeã e a mais esquisita. Eu fico imaginando a pessoa lá, sentada, calça arriada, fazendo varizes no pescoço e ainda gastando fôlego com suas tragadas. E como é que agüenta o cheiro? Quer dizer, aquilo não é cheiro, é um fedor terrível, cheiro de pum, fezes e cigarro, todo junto… BLERG! E ainda chamam isso de prazer? É o fim do mundo, diria meu pai, com seus chavões (pra falar a verdade, ele também… ah, deixa pra lá).        

 

\\ E imaginem, senhores leitores, fumar praticando este ato descrito acima é a hora preferida de alguns fumantes. “Cara, não coisa melhor do que fumar c@g@%&#!”. Assim relatou uma amiga minha. É verdade pessoal, palavras da própria suicida. Eita mau gosto, hein? Cara, o que é que tem de tão bom nisso? Pois é, veja mais este relato coletado por mim esta semana: “Quanto você fuma no banheiro, é o seguinte: quanto mais você fuma, mais dá vontade de fazer e quanto mais você faz, mais dá vontade de fumar.” Será que deu para entender? Uma coisa puxa a outra, um fedor complementa o outro, uma coisa mata a outra, e o cara ali no meio, cheirando a bagaça. Deusolaivre! É autoflagelação. São manias que não dá pra entender e os caras ainda querem explicar. Espero que vocês, queridos leitores, reflitam sobre isto e tentem achar outras explicações melhor, se é que existe, porque esta foi o fim da picada. É o mundo do fedor! ‘Oceis’ me dão licença, porque eu estou inconformado. Qual é? Quanto mais fedido, melhor? Ah…

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