Revolução dos Porcos
Foi um tumulto só quando os porcos resolveram convocar todos os outros bichos da fazenda para uma reunião. A pauta: derrubar o sistema atual, onde os bichos mais fracos eram oprimidos e obrigados a cederem aos luxos dos bichos mais fortes, os homens da elite, que governavam a fazenda e moravam na casa principal.
Luiz Inácio do PT, o Partido do Toucinho, era o líder dos porcos e líder da revolução que estava prestes à começar. “Companheiros, nossa luta começa agora, vamos derrubar este sistema dominante. Estes homens que dominam nossa fazenda não podem continuar com estar emporcalhação! Não podemos ceder às regras deste modelo social imposto aqui na fazenda. Estamos trabalhando para estes porcos, digo, idiotas e recebemos o que? Espigas de milho!!! Peço aqui a ajuda de você para organizar esta semana uma eleição para escolhermos quem é que vai governar esta fazenda. Prometo que no meu governo vou acabar com esta porquice toda. Vou redistribuir as rendas desta fazenda. Todos vão ter a oportunidade de ganhar mais, ninguém vai passar fome e todos vão saber para onde vai o dinheiro que os homens daquela casa recebem pelos nossos produtos, pois apresento para vocês meu braço direito, o ministro da casa, José Disse-Eu. E para ajudar a administrar essa pocilga aqui, apresento para vocês o ministro da fazenda, Antônio Pacotti. Companheiros, o Partido do Toucinho foi feito para vocês, trabalhadores que merecem uma fazenda melhor. Companheiros, nesta eleição votem no PT!”
Depois de uma calorosa chuva de aplausos, os macacos da fazenda foram falar com os homens da elite para propor a eleição. Certos de que os porcos do PT não ameaçavam em nada o governo dos homens, eles toparam realizar as eleições. Queriam ver os porcos se lambuzando com a própria lama e chafurdando no caos administrativo que criariam para eles mesmos. Os homens da elite acreditavam que, na próxima eleição, após quatro anos os bichos votariam nos homens novamente para que voltassem a assumir o controle da fazenda.
Realizadas as eleições, os porcos do PT ganharam o aval dos bichos para que assumissem o poder da casa e da fazenda. Resultado: os porcos transferiram a pocilga para dentro da casa e começaram a dividir entre eles os toucinhos que começaram a aparecer. Lambuzaram-se na própria merda. Cada porco começou a roubar o que podia e a comprar os outros porcos para ficar tudo como está. Para os outros bichos a coisa piorou, as espigas de milho de antes agora vinham sem os milhos (que eram comidos pelos porcos) e só sobravam os sabugos, que os bichos não sabiam onde enfiar. Como disse o burro: “Zaratustra falou algo como: ‘Ao líder só falta o poder para que vire um corrupto como os outros’”.
Bem, a fazenda continua uma pocilga como sempre foi, nada mudou. A diferença é que os homens da elite pagaram um tal de Rouberto para ir até a fazenda e colocar a boca no trombone, contando para a fazenda a porquice do PT. Os bichos como sempre, após as denúncias do Rouberto, não sabem o que fazer e estão divididos. Eles acreditam que a salvação da fazenda está nas mãos de uma facção de porcos revolucionários que resolveram fundar um novo partido, o PSOL, Partido dos Suíno Opositores da Lama. O burro anda falando que revolucionário de verdade luta para que um bom governante assuma o comando e não para que o próprio revolucionário assuma. Eu acho que pensar assim é burrice.
O discurso do PSOL me parece muito interessante, estão prometendo acabar com esta porquice toda. Vão redistribuir as rendas da fazenda e todos vão ter a oportunidade de ganhar mais, ninguém vai passar fome e todos vão saber para onde vai o dinheiro que os porcos daquela casa recebem pelos nossos produtos.
Pelo menos, o discurso é novo.
Pato Brasileiro
Operador de Telemarketing